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17 agosto 2009 Meu Alter Ego é Homem

Uma das coisas que sempre me irritou é essa história de que mulher tem que saber cozinhar, lavar, passar e o diabo a quatro. E que todas as responsabilidades da casa são dela também.

Com o passar do tempo e meu recente egresso nas interwebs, comecei a achar que isso estava ficando para trás, que hoje em dia se preza pela igualdade entre os sexos e bla bla bla. Pura hipocrisia. E nem sei dizer por parte de quem, homens ou mulheres.

machoHomens, pelo menos os que eu conheço (tirando uns poucos onde meu namorado está incluso, Yoda seja louvado) não dizem, mas se comportam como se os pormenores da vida doméstica não fossem assunto deles. Podem até lavar louça, mas o fazem achando que estão “ajudando a esposa/mãe”. Algumas pessoas ainda discursam aquele papinho medíocre onde subliminarmente incluem suas idéias atrasadas: “Existem trabalhos de homens e trabalhos de mulheres”.

Como assim Bial? Um homem não pode lavar o banheiro porque é trabalho de mulher? Ou uma mulher não pode consertar o telhado porque é coisa de homem? Me poupe, santo Spock.

Algumas mulheres reclamam do machismo de seus maridos. Mas, puta merda, o que elas fazem para mudar isso? Dizer que eles sempre foram assim e que nunca vão mudar não vale. É papo de Loser, com L maiúsculo. Isso é uma coisa moldável, sempre. Desde o começo, se for com jeitinho consegue-se mudar a postura de uma pessoa SIM! Falo isso por experiência própria.

Trocando um pouco de assunto mas mantendo-se no machismo, estes dias aí deu um bafafá no Twitter por causa do  #lingerieday, lançado pelo @morroida e seus comparsas. Porém a mulherada mal comida se irritou, chamando-os de machistas e tal. Ô meu saco! Gente sem espírito esportivo. Se auto-intitulam feministas mas criticam ferrenhamente o machismo. Aí vira a festa do boi loco. Como o Kid escreveu em seu blog e eu concordei em gênero, número e grau, feminismo é tão reprovável quanto o machismo.

women-power_18Essas malucas com a vida sexual atrasada pregam a igualdade entre os sexos. Eu, por outro lado, não busco isso. Não estou me omitindo da “luta pelos direitos iguais”, e gostaria sim que vivêssemos num mundo igualitário. Contraditório? Péra que eu explico. Acredito que devíamos ver as pessoas como PESSOAS apenas, e não classificá-las antes em homens e mulheres. Quando você faz este tipo de classificação, você começa a separar as pessoas, a esperar certas coisas de um grupo e outras do outro grupo. Porque você pensa que “isso uma mulher entenderia” ou “aquilo um homem me esclareceria melhor”. Mas quando você consegue se livrar destes “penduricalhos”, como é citado no livro A Casa dos Budas Ditosos, você começa a entender que somos todos iguais, e todos diferentes. Não existe esse negócio de coisa de mulher e coisa de homem (tirando é claro questões físicas como menstruação e ejaculação precoce) e sim cada um tem as “suas coisas”. E a igualdade entre os sexos será apenas uma conseqüência.

A casa (voltando) por exemplo. Os dois moram nela, pagam por ela (na maioria das vezes) e sujam ela juntos. Porque somente a mulher é responsável? É preciso organizar e repartir as tarefas de acordo com o tempo e habilidades de cada um, porque a sujeira no final da semana é culpa dos dois.

Eu sei que mudar a cultura de um povo é muito difícil, porém não é impossível. Li em um blog uma experiência que um cara fez usando um absorvente durante um dia inteiro, somente para descobrir como se sentia uma mulher nos seus piores dias do mês. Não que todo homem deva fazer isso para compreender as mulheres, mas que tenha essa dedicação e disposição para adentrar em seu mundo (ui!) e deixar de considerá-las extraterrestres. As mulheres também devem fazer suas tarefas de casa, afinal a intenção é a interação entre os sexos, e não somente os homens entenderem as mulheres. Eu, por exemplo, já escolhi uma maneira de tentar entender como é ser um homem. Não, não vou usar um pinto de borracha por um dia. É uma coisa mais simples. Comecei a pensar em mim mesma como homem. Não quanto a jeito de andar, falar ou vestir, mas quanto à posição do homem na sociedade e tal. Como um alter ego masculino. Está me ajudando bastante pois pensar assim dá uma visão mais ampla das pessoas, uma vez que penso como mulher e depois tento rever a situação como homem. Agora só falta dar um nome.

20 maio 2009 Mente aberta

mente-aberta Estava eu ontem jogando loucamente Left 4 Dead, quando,  misteriosamente, o jogo fechou na minha cara. Já  havia acontecido isso outras três vezes, porém na última eu  consegui jogar mais de 40 minutos.

Enfim, depois do jogo fechar assim, do nada, resolvi não voltar a jogar. Fui dar uma navegada na internet. Li alguns tweets e acabei lendo um da @fabianelima, falando sobre um texto que ela gostaria de ter escrito. Curiosa, fui ver.

O texto era este, lá do Gravataí Merengue. Confesso que já vi citarem este blog por aí, mas nunca me interessei. E isso é nome de blog? Bom, se Lutando contra a preguiça é, o céu é o limite…

Enfim². É um texto basicamente sobre pessoas fúteis. Tah, até certo ponto concordo com o cara (sei lá o nome do homi!). Porém me questionei se realmente classificava as pessoas deste jeito.

Antigamente me preocupava muito em parecer inteligente. E conseqüente acabava julgando as pessoas ao meu redor. Me preocupava com palavras, assuntos, comportamento e outras cositas mas de pessoas inteligentes. E quando o comportamento de alguém não condizia com o meu modelo de inteligência, logo, a pessoa era burra ou fútil, dependendo do meu humor. Ponto final.

Obviamente, com o passar do tempo, esse modelo foi se mostrando furado. Primeira coisa que aprendi: não se julga o livro pela capa. Vai, pode dizer. Sei que é uma coisa velha pra caraleo, mas a maioria das pessoas julga sem querer, e erroneamente. Segunda: não existe uma fórmula para parecer inteligente.

Depois de um tempo após ter feito estas magníficas descobertas, vi que ainda tinha um ponto a ser trabalhado: o de me importar com a opinião alheia. Passava dias tentando me convencer que eu era inteligente e que o idiota do meu vizinho só queria me encher o saco quando me chamava de criançola. E, bom, consegui me livrar disso. Acatei a idéia de quem me conhece sabe o que eu sou.

Bom, tava quase no ponto. Porém mais alguma coisa ainda me incomodava. Pensava: será que realmente estas pessoas que me conhecem me vêem como eu gostaria? Aí foi quando eu entendi qual era a raiz do meu problema. Pra quê tentar parecer inteligente?

Daí um emaranhado de problemas começaram a se resolver. Primeiro, se eu não me importava em parecer inteligente e muito menos em policiar meus atos, com medo de ser mal interpretada, conseqüentemente porque analisar os dos outros? Esse foi o momento em que eu liguei o “Foda-se” e fui ser feliz.

Não perco mais tempo em tentar decifrar a personalidade de uma pessoa com base nos seus atos. Mas atentem para o fato de que quando digo atos, quero dizer o jeito que a pessoa fala, se veste, anda, etc e etc.

Comecei a aceitar mais as pessoas. As possibilidades de amizade aumentaram. E descobri que essa foi uma das melhoras atitudes que já tomei na vida. Pra quê perder tempo analisando, na maioria das vezes, negativamente uma pessoa, se existe a enorme possibilidade de você estar errado?

Algumas pessoas acabam se culpando quando conhecem alguém e acham que ele é uma coisa e é outra. Porém acho isso totalmente errado. Como li uma vez num texto do Marcos Mion, publicado na Capricho de um século atrás (sim, eu lia Capricho): “Acontece de você conhecer alguém e depois ver que não deu certo. Traição ou seja lá o que for, você se arrepende de ter se envolvido com a pessoa. Mas mesmo tendo acabado mal, você não é o culpado. Você viveu, se dedicou, foi honesto, e é isso que importa.“

Quero dizer que é perda de tempo tentar decifrar alguém de primeira. Somente convivendo. Sem falar que quando você acha que conhece alguém e espera que ele aja desta forma, as chances de se decepcionar são gigantes. E, aliás, nunca se conhece alguém por completo.

Enfim³, queria dizer com este post que as pessoas nunca são o que parecem ser </Labirinto>. E que analisar as pessoas não é só perda de tempo como também injusto. Injusto para você, que pode estar perdendo uma amizade, e para a pessoa, pelo mesmo motivo.

mente_aberta

20 abril 2009 Dinheiro traz felicidade

dinheiro E vou explicar o por que. Vejamos a seguinte situação: uma família de 5 pessoas: pai, mãe e três filhos. O pai desempregado, a mãe trabalha como empregada doméstica e todos os três filhos estão na idade de ir para o colégio, não podem trabalhar. Óbvio que eles podem ser felizes mesmo com estas limitações financeiras. Mas também é óbvio que se eles começarem a passar fome, vai ficar cada vez mais difícil de manter a “felicidade”, porém não é algo impossível.

Agora vejamos uma mudança na sua situação econômica. O pai consegue um emprego onde ganha razoavelmente bem. Agora eles têm dinheiro para poder viajar nas férias, comprar roupas novas de vez em quando, algumas coisas supérfluas para enfeitar a cozinha. Enfim, uma situação financeira estável.

Aí você diz: mas é claro que com uma situação financeira precária é difícil manter a família “feliz”. Então o dinheiro trouxe felicidade para a família, certo? Certo. Claro que se a família é desunida, os seus membros não se entendem, nem com todo o dinheiro do mundo será uma “família feliz”, porém seus membros poderão ser felizes mesmo assim. Como? Ora essa, tendo dinheiro você não precisa mais morar com pais que você não agüenta, não precisa estar casada(o) com uma pessoa que não te entende, e que você não ama mais. Cada um pode seguir seu caminho, procurar por sua felicidade.

Porém numa família pobre, se o marido ou a mulher sair de casa, sem dinheiro, para onde vai? Ou os filhos, normalmente sem instrução superior? Todos serão obrigados a continuar vivendo sob o mesmo teto, pois, faltando o dinheiro não têm como sair de casa. Neste caso, a falta de dinheiro trouxe infelicidade. E, portanto, o dinheiro traria SIM a felicidade para cada um, ou no mínimo a chance de tê-la.

Portanto, defendo a idéia de que dinheiro não é tudo, mas é 99%. É materialismo meu? É sim. Mas e quem não é materialista num mundo como o nosso? Não há como não o ser. Para tudo o que você for fazer você vai precisar de dinheiro. Mesmo se você morar no meio do mato, cultivando a sua própria comida e fazendo suas próprias roupas, você vai precisar de dinheiro. Até depois da morte você continuará dando prejuízos para a sua família.

É, estou meio indignada com a sociedade hoje. Desigualdade social, corrupção e outras coisas ruins que você já deve estar cansado de ouvir falar na mídia. Pensando nisso tive uma idéia pra uma história. Uma história sobre uma menina rica e infeliz, o clássico “pobre menina rica”. Queria mostrar como era a realidade dela e todas as questões que ela levanta antes de partir em busca de respostas. Respostas estas que ela procura mudando totalmente de ambiente, tipo, indo morar em bairros pobres, trabalhando muito e ganhando pouco. Ainda não decidi bem o argumento da história, mas é mais ou menos por aí. Sugestões aceitas. :)

Ah, não posso esquecer de dar os devidos créditos à uma pessoa que é uma das minhas inspirações para escrever este post: Manoel Mendes, o Maneca, que foi meu professor de Filosofia na segunda fase do curso de Ciência da Computação e um dos poucos que tentou mostrar para nós o verdadeiro sentido de educar. Aqui o link do blog dele. Vai lá, ele escreve bem pra caramba! ;)

Ele pode dizer que dinheiro traz 100% de felicidade

Ele pode dizer que dinheiro traz 100% de felicidade

Ps.: Viu Diego, consegui escrever o post em parágrafos! :) :) :)

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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