10 julho 2008 Wall-E
Chegamos a uma era interessante. Temos tecnologias que nos fazem acreditar que um homem pode voar, soltar teias, ter superforça… E o mais interessante é que quando você pensa que não existe mais como melhorar estas tecnologias, que parece chegar ao limite da perfeição, nos deparamos com algo diferente, que nos faz ficar perplexos. É o caso de Wall-e. Uma animação supreendente, em todos os sentidos da palavra, e talvez a única palavra que consiga descrever com justiça este filme. Antes mesmo de começar, somos presenteados com uma obra de arte, um curta de nome “Presto”. Cada cena é imprevisível e cheia de criatividade. Realmente uma obra de arte que nos prepara e faz ficar cada vez mais ansiosos pelo que está por vir. E realmente, Wall-e supera todas as expectativas criadas tanto pelo curta de início quanto pelos traillers. É um filme tocante, que nos leva à um mundo sujo (digo sujo de sujeira, lixo mesmo) onde a inocência do nosso querido protagonista parece abater todos os obstáculos. Já na sua chamada podemos ter uma idéia da grandeza deste filme: “Após 700 anos exercendo a sua função mecânica, ele descobrirá o sentido da sua existência”. Com a sua barata de estimação, ele segue dia após dia fazendo o que foi feito para fazer: recolher e empilhar lixo. E é com essa “diretriz” que ele segue até descobrir “o sentido da sua existência”. Wall-e é contado quase que apenas por imagens, sem diálogos entre os robôs. Wall-e e Eve conseguem apenas dizer o próprio nome e o do outro, mas com apenas isso conseguem passar perfeitamente a mensagem que seus criadores projetaram. Conseguimos nos identificar perfeitamente com a relação dos dois, de uma maneira natural ela se densenrola e nos leva junto sem que nós percebamos. Só com isso já poderíamos concluir o quão supreendente é este filme, mas ainda tem mais. A movimentação dos robôs é um ponto interessante: a maioria dos personagens são robôs, e seus gestos SÃO de robôs. Não tentam deseperadamente parecer humanos, como foi o caso de Robôs. Apenas gesticulam como robôs, dentro das limitações da sua mecânica. Portanto, nota-se a preocupação dos criadores de fazer um filme que realmente convença. E é com isso que termino afirmando: Wall-e é o filme de animação mais belo que já vi.






