2 outubro 2009 Brasileiro: povo burro para todo o sempre

Baseando-se  no tempo que estou sem escrever somado com o desenvolvimento atrasado do meu TCC mais organização de formatura plus provas consecutivas na faculdade conclue-se que estou sem tempo.

Notou a concordância e termos bonitos no parágrafo anterior? Reflexo do TCC. Na verdade, estou ficando meio maluca por causa dele. Mas deixemos isto de lado, afinal se nem eu tenho saco pra fazê-lo, quanto mais vocês para ler eu escrevendo sobre ele…

Sigamos.

Um dia desses (não sei quando, já perdi a noção do tempo, minha semana foi caótica) estava eu tamborilando pensamentos vagos por entre meus neurônios atarefados. Estavam todos tão ocupados que começaram a gerar impulsos desordenados resultando em pensamentos sem sentido, idéias e conceitos sem nenhuma ligação entre si. Então tive um momento de lucidez…. Eu vi a luz. A idéia ficou clara em minha mente e eu pensei: preciso escrever um post sobre isso.

Mas o que era, afinal? Bom, não sei porque comecei a pensar nisso, mas foi mais ou menos assim: estava pensando naquelas homenagens idiotas que fazem na TV. Tipo, o cara se desmancha em elogios, colocando-se abaixo do homenageado. Ah, lembrei porque comecei a pensar sobre isso: estava pensando na formatura e naquela besteira de professores homenageados e tal. Enfim.

Continuando, a pessoa fala do homenageado de uma maneira tão humilhante que chega a dar pena. Tipo, fala coisas que o fulano fez como se fossem atos heróicos, mas que na verdade eu e você fazemos a mesma coisa – ou até mais – todos os dias. Assista o “Arquivo Confidencial” (ainda existe?) do glorioso Faustão e saberá do que estou falando.

Mas não, ainda não era isso que eu queria escrever. Queria mesmo era chegar naqueles famosos quadros onde um apresentador randômico ajuda alguém. Tomo como exemplo os gêmeos obesos que passam na Rede Record. O programa lá tá ajudando os dois reis momos a emagrecer e tal.

Agora analise comigo: já ouviu como esses dois falam? Se você não sabe quem são esses dois obesos vou ser boazinha e explicar. A família deles é pobre e não tem dinheiro pro tratamento. Daí o programa tá ajudando e blá blá blá. Mas a questão é: o nível de intelecto deles não é lá grandes coisas. Você já viu alguma vez ajudarem alguém que tem nível universitário? Ou alguém que saiba falar bem, se é que você me entende?

Onde quero chegar: nunca vi, em toda a minha jornada de 23 anos, um “ajudado” que tivesse um pouco mais de tutano. Sempre são aquelas pessoas que agem como coitadas, falam como coitadas. Não têm orgulho, respeito por si mesmo. Dão a entender que o vira-lata que vive rondando a vizinhança vive melhor que eles. E sempre choram. SEMPRE.

Sabe, acredito que se colocasse alguém como, sei lá, eu, nesses quadros, não iria dar muito certo. Não iria ficar me remoendo, que sou pobre pobre pobre de marré marré marré. E acho que eles não escolhem pessoas como eu porque o público não sentiria pena de mim. E é aí que mora o sucesso destes programas: a sensibilidade do povo. O povão vê aqueles gordos mórbidos lá, que dizem que são pobres pra car#@lho e não têm dinheiro pra tratamento, ficam com pena e querem que eles se dêem bem. E assistem até o final do quadro, que normalmente se estica por alguns meses. É garantia de audiência.

Pode até ser paranóia minha, mas é visível que a televisão não tenta evoluir o cidadão. Vêem-no como povão, semi-analfabeto, e querem que continue assim. Não colocam programas que exija do cidadão que pense um pouco, como, sei lá, Dexter, por exemplo. Colocam quadros com povão como protagonista, e assim se perpétua a burrice do povo. Povo burro não luta por seus direitos, na verdade nem sabe que eles existem. Por isso que quero sair desse país.

11 setembro 2009 Segredos da vida doméstica

Estava hoje esperando pacientemente meu ônibus, ouvindo música. Aquela chuvinha linda, maravilhosa, boa pra dormir o dia inteiro, me obrigava a ficar na casinha da parada de ônibus junto com as outras pessoas que lá estavam. Não que eu me incomode em ficar perto delas, o problema é que eu tive que ficar BEM perto delas, pois a chuva vinha de lado e seu eu não ficasse mais pro meio da parada me molhava toda.

O problema maior, na verdade, são as pérolas que aparecem neste tipo de aglomerações. Ah, esqueci de mencionar, eram três mulheres, donas de casa, na faixa dos seus 30 a 40 anos. E hoje, como não podia falhar, ouvi algumas. Estavam falando da chuva, que não secava as roupas e blá blá blá, assuntos que não me interessam.

Ouvi elas falando de máquina de lavar até chegar o ônibus. Quando chegou me meti na frente e entrei primeiro. Não agüentava mais aquele papo. Mas sobre o que elas estavam falando? Sobre máquina de lavar que faz tudo. Sim, você leu certo, elas estavam discursando como era bom os “tempos de hoje” (papo de velho neh), e que uma delas queria comprar uma máquina de lavar que faz tudo. O.o

Minha nossa senhora, uma máquina de lavar que faz tudo! Tipo, você vai tomar banho neh, daí tira a roupa, joga no chão e no segundo depois , punf! desaparece. E mais alguns instantes depois ela reaparece dentro do seu armário, dobradinha, passada e perfumada. Meu santo Yoda. Pra mim, uma máquina que faz tudo seria como a empregada robô dos Jetsons. Até brigar com as crianças ela briga. E uma máquina de lavar que só LAVA e CENTRIFÚGA a roupa ganha status de “faz tudo”. Só por Spock mesmo.

Sinceramente, depois de me irritar, da irritação passar, de eu aumentar o volume do meu inseparável amigo, o iPod, eu acho graça disso. Às vezes aparecem essas pérolas, ditas com a solenidade de uma filosofia, que só é possível achar graça, pois se tentar argumentar passa por grosso, ou “essa juventude pensa que sabe tudo”, como se idade fosse sinônimo de conhecimento. Eu desisto, fico na minha que ganho mais.

9 setembro 2009 Batman: Arkham Asylum

Gamers de plantão, guardem bem esta data: 25 de agosto. Porque? Porque foi a data que divulgaram que finalmente lançariam o esperadíssimo jogo do morcegão – Batman: Arkham Asylum.

A princípio não coloquei muita fé, apoiando minha opinião preconceituosa em outros jogos baseados em filmes que foram lançados anteriormente. Para minha alegria, estava redondamente enganada. Joguei este final de semana a versão para Xbox e fiquei apaixonada.

BatmanJoker

O jogo se passa na prisão de tratamento psiquiátrico Arkham Asylum, na fictícia cidade de Gotham, que é para onde o Batmá está levando o Joker no seu morcego móvel (?) no início do jogo. O morcegão está levando pessoalmente o risonho pra prisão pois está com uma pulga atrás da orelha (e que orelha!) porque achou a captura do maluco e seus capangas muito fácil. Ele estava certo. Como sempre, o Joker faz uma cagada fenomenal e o Batimá tem que limpar.

Quanto a jogabilidade do jogo, eu sinceramente, não sei nem por onde começar. Os cenários são impressionantemente bonitos, com aquele toque sombrio que os filmes decentes do Batman tem. Casa perfeitamente com o estilo do herói.

As situações de lutas são um espetáculo à parte: se você quiser pode lutar com 10 caras ao mesmo tempo usando somente direcional e o botão da porrada (no caso do Xbox, o X), e ele dá uns combos ÉPICOS. Claro que se você levar porrada zera os pontos e começa a contar denovo. Aliás, QUASE TUDO que você faz no jogo te rende pontos que servem pra você upgradiar seus equipamentos e skills.

Porém nem tudo é porrada. Aliás porrada é só em algumas situações. O esquema do jogo é você pensar como o morcegão, agindo discretamente para atingir seus objetivos. Se você chegar num lugar com 2 caras armados com armas de fogo você tem que elaborar uma estratégia para pegá-los separadamente, porque se for na caruda você morre. Mesmo se você upgradiou sua vida no máximo, você DIE! É a vida.

Falando em pensar que nem o Batman, as situações em que você precisa criar uma estratégia são muito boas. Por exemplo, em um ambiente onde tem 5 capangas e um refém, é preciso pegar um por um sem que os outros vejam, pois se não, bye bye pro refém. Você pode chegar por trás (ui!) e dar aquele abraço, deixando o cara inconsciente, ou pode chegar planando e dar com os dois pés (literalmente) na cara do vilão, ou pode também puxar ele pra cima e deixá-lo pendurado de cabeça para baixo (minha preferida!). É muito divertido ver os capangas desesperados, gritando “The Bat is here!!!!” e atirando na própria sombra.

Outro ponto interessante são as charadas. Sim, o Charada está no jogo. Aliás, acho que todos os vilões do Batman são, no mínimo, mencionados. Até o ponto onde joguei não encontrei o Charada, mas já decifrei vários dos seus enigmas. Dentro da ilha o cara espalhou várias charadas, troféus, gravações de entrevistas com o vampiro com os pacientes, etc. E você ganha muuuitos pontos encontrando estas charadas, que ficam espalhadas pelo cenário. São quase como “mini-quests”, que pontua o toque de RPG que o jogo tem.

Aff, eu falaria muito mais do jogo, porque simplesmente a-do-rei, problema é que o post tá ficando muito grande. Vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões jogando este jogo maravilhoso, que entrou pro meu ranking de melhores jogos, ao lado de ninguém menos que Prince of Persia (o segundo, é claro).

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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