Extermínio (28 days later)

Um vírus é criado a partir de uma modificação do vírus da raiva, e acaba sendo propagado entre os humanos num acidente quando um macaco infectado morde uma pessoa. Após esta pequena introdução, o filme começa com o protagonista deitado numa cama de hospital, nu e sozinho. Neste ponto você já consegue ter um vislumbre da idéia central deste filme: um cenário pós-apocalíptico onde só restou você. A idéia é realmente perturbadora e quase claustrofóbica: uma Londres desabitada, onde carros, motos, objetos pessoais jazem nas ruas, mas sem sinais de pessoas ou animais. É neste cenário que se passa praticamente todo o filme. Inicialmente tem-se a impressão de ser um filme sobre zumbis (que na verdade são apenas pessoas infectadas com o vírus), porém há muito mais do que se imagina. Não apenas o cenário pós-apocalíptico é a idéia central, mas sim a humanidade em si, na sua mais profunda essência, e que como os humanos precisam uns dos outros para manter a sua própria sanidade. No decorrer da história conhecemos vários personagens, cada um com a sua maneira de lidar com a falta de contato humano. E em cada um você pode encontrar vários aspectos do comportamento da nossa própria sociedade. Uns se iludem e tentam continuar a vida como se estivesse tudo normal, outros já encaram a realidade e tentam procurar uma saída para a situação. Como um todo, o filme tem a missão de nos fazer pensar que, no seu íntimo, a sociedade é egoísta, selvagem e que no fim, todos compartilham de um mesmo sentimento: que o melhor vença!

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Wall-E

Chegamos a uma era interessante. Temos tecnologias que nos fazem acreditar que um homem pode voar, soltar teias, ter superforça… E o mais interessante é que quando você pensa que não existe mais como melhorar estas tecnologias, que parece chegar ao limite da perfeição, nos deparamos com algo diferente, que nos faz ficar perplexos. É o caso de Wall-e.

Uma animação supreendente, em todos os sentidos da palavra, e talvez a única palavra que consiga descrever com justiça este filme. Antes mesmo de começar, somos presenteados com uma obra de arte, um curta de nome “Presto”. Cada cena é imprevisível e cheia de criatividade. Realmente uma obra de arte que nos prepara e faz ficar cada vez mais ansiosos pelo que está por vir. E realmente, Wall-e supera todas as expectativas criadas tanto pelo curta de início quanto pelos traillers.

É um filme tocante, que nos leva à um mundo sujo (digo sujo de sujeira, lixo mesmo) onde a inocência do nosso querido protagonista parece abater todos os obstáculos. Já na sua chamada podemos ter uma idéia da grandeza deste filme: “Após 700 anos exercendo a sua função mecânica, ele descobrirá o sentido da sua existência”. Com a sua barata de estimação, ele segue dia após dia fazendo o que foi feito para fazer: recolher e empilhar lixo. E é com essa “diretriz” que ele segue até descobrir “o sentido da sua existência”.

Wall-e é contado quase que apenas por imagens, sem diálogos entre os robôs. Wall-e e Eve conseguem apenas dizer o próprio nome e o do outro, mas com apenas isso conseguem passar perfeitamente a mensagem que seus criadores projetaram. Conseguimos nos identificar perfeitamente com a relação dos dois, de uma maneira natural ela se densenrola e nos leva junto sem que nós percebamos. Só com isso já poderíamos concluir o quão supreendente é este filme, mas ainda tem mais.

A movimentação dos robôs é um ponto interessante: a maioria dos personagens são robôs, e seus gestos SÃO de robôs. Não tentam deseperadamente parecer humanos, como foi o caso do filme Robôs. Apenas gesticulam como robôs, dentro das limitações da sua mecânica. Portanto, nota-se a preocupação dos criadores de fazer um filme que realmente convença. E é com isso que termino afirmando: Wall-e é o filme de animação mais belo que já vi.

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