Jogos que eu amo: Alan Wake

Terminei este jogo no ano passado, mas, sendo bem sincera, não me animei muito em escrever sobre ele. Sabe, não que eu o AME, mas só gosto um pouquinho assim. Porém, como é de um gênero que eu amo (terror) não pode passar batido.

 

Alan Wake é o nome do protagonista, um escritor que está sofrendo de um bloqueio criativo. Então, para lhe dar aquele apoio, sua esposa decide que ele deve descansar em um lugar super calmo, tipo montanhas. E organiza umas férias de uns 30 dias, não lembro direito, em uma casa na beira de um lago.

Porém, a coisa começa a desandar quando ela coloca uma máquina de escrever (quem usa uma máquina de escrever hoje em dia?!) no escritório dele. Ele fica putinho e sai da casa, deixa a mulher, que tem pavor de escuro, sozinha lá. E, claro, shits atraem shits, quando ele está lá na rua, tomando um arzinho, falta energia na casa. E a mulé começa um berreiro.

Alan sai correndo pra ajudar, mas quando chega perto da porta, uns pássaros from hell arrebentam-na, carregando a esposa do cara, e depois se jogando dentro do lago com ela junto. Ele corre e se joga na água pra tentar salvá-la (do quê mesmo, Alan?), mas daí ele acorda em um hospital para doentes mentais (A.K.A. hospício). E este é o maravilhoso início do jogo.

O que eu mais gosto, se você me perguntar, neste jogo, com certeza vou responder o enredo. Citando muitas vezes Stephen King (AMO!) e H.P. Lovecraft (ADORO!), o jogo tem todo aquele ar de suspense, de que o inimigo está sempre rondando, que poderá sair de qualquer sombra. Aliás, esta é uma parte importante para sua sobrevivência: fique na luz. Seus inimigos são feitos de sombras. Tá, OK, não são “feitos” de sombra, mas eles têm uma aura negra, como as sombras, que os rodeiam e os protegem. Portanto, não adianta gastar balas (que são bem escassas, aliás) diretamente, é necessário antes você “tirar” a escuridão deles, com uma lanterna ou com tiros de flashbang. Depooooois disso é que você pode tacar bala neles.

 

Outra coisa legal no enredo é que, como eu disse, o personagem é um escritor, e o que ele está vivendo ele mesmo escreveu. O problema é que ele não lembra (?) de tê-lo feito, e, durante o jogo, vai encontrando folhas do manuscrito que ele supostamente escreveu. E isso é muito legal, você pode ler coisas que ainda não aconteceram (mas vão acontecer, pode ter certeza), e isso sem desvendar partes importantes do jogo. Achei muito bem bolado, além de poder jogar o sonho de qualquer escritor, que é ver a sua história acontecer de verdade. O problema é quando é de terror. :S

O chato do negócio é que é tudo muuuuito escuro. A moral é você lutar contra a escuridão, que está tomando conta do lugar e que irá se espalhar pelo mundo. Mas assim, tudo, sempre, tem sombras. Ou seja, você enfrenta muitos inimigos, e sempre iguais. Por isso achei o jogo meio repetitivo, além da jogabilidade ser meio chatinha também. É em terceira pessoa, sem a precisão de mira de Resident Evil 5, então tudo fica mais difícil. E, se você não tiver mais balas na sua arma, desista, porque é impossível matá-los sem a arma.

Resumindo, é um jogo interessante, que te propõe uma situação diferente, mas que tem muitas falhas. Os inimigos poderiam ir evoluindo, se tornando mais difíceis. Poderiam haver boss (que não tem), puzzles, que também não tem. E pela falta desses elementos se torna um jogo fácil, onde é só ir jogando e matando, sem oferecer desafios. Por isso, achei meio chato, principalmente depois que você entende toda a moral do jogo. Mas joga aí, pra você ver também. ;)

 

 

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