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4 maio 2009 Meu maior susto

Meu, realmente eu odeio levar susto. E pior que levo assim, do nada. Tipo, tô ouvindo música, meu namorado chega por trás de mim (opa!) e eu levo aqueeeeele susto. Quase morro tentando engolir novamente o coração. Certa vez a supracitada criatura, que estava com uma roupa toda preta – calça, blusa de manga comprida e sapato – sai do escuro e grita “Aaaaaaaaaah!”. Nem preciso dizer que o que aconteceu. Houveram até lágrimas…

Porém este não foi o pior. E vou descrever aqui exatamente como me lembro, para o deleite daqueles que estão lendo isso.

Quando eu estava no ensino médio tinha o costume de ficar procurando na net coisas sobre fantasmas e tal. Morria de medo (sim, já tive medo de fantasmas) e mesmo assim ficava entrando naquela porcaria de site do Assustador. Não vou me dar ao trabalho de procurar o endereço e espero sinceramente que o site não esteja mais no ar.

Enfim, tinha aquela famosa foto da menina no corredor, que parecia estar flutuando, com os olhos brilhando e segurando uma boneca pela cabeça.

menina-do-corredor

Foi aí que começou meu ódio por corredores. Tipo, na época a minha casa tinha um corredorzão, que cortava a casa de fora a fora. E eu estudava a noite, chegava lá pelas onze… Todos os dias, quando chegava em casa, eu ia ligando todas as luzes por onde passava, parecia que tinha umas 15 pessoas na casa. Minha mãe ficava puta comigo. Aliás, ela é a estrela principal desta história.

Certo dia cheguei, como de costume, às onze e me dirigi ao meu quarto. Porém naquele dia eu pensei: “Tá na hora de virar hominho, não vou acender as luzes.”. Muito bem, fui pro quarto, troquei de roupa, apenas com a luz do quarto acesa.

Depois disso fui pro banheiro – apaguei primeiro a luz do quarto e depois liguei a do banheiro, pensando: como sou machinho! – para escovar os dentes. Me posicionei na frente de pia e comecei o serviço, sempre olhando com o rabo do olho pro corredor.

Atente para a disposição dos cômodos (isso foi antes da reforma):

minha-casa

Quando estava no meio da escovação, pensei: “Que coisa mais bicha, vou parar de ficar olhando”. Ta, beleza, quase terminando quando, de repente sinto aquela presença do meu lado… Eu não sei se me assustei mais sentindo a presença ou olhando para a criatura que causou tudo isso.

Sim, era a minha mãe. Porém não era “só” a minha mãe. Ela tava com aquela cara de quem saiu do escuro e foi pro claro – tipo um olho fechadinho e o outro quase – com o cabelo todo revirado e bem séria, me olhando. Tipo, ela saiu do quarto dela – que antes da reforma ficava do lado do banheiro e portanto, atrás de quem estava escovando os dentes – e ficou parada do meu lado, só pra ver o que ia acontecer.

Mesmo que eu quisesse, eu nunca conseguiria descrever o que eu senti naquela hora. Quando eu vi ela, simplesmente me faltou o ar. Tentei puxar o ar com força e acabou saindo um barulho estranho enquanto fazia isso. Problema era que eu estava com a escova de dentes ainda na boca, portanto, quase tive que ir pro hospital para tirar um objeto estranho de dentro do estômago.

Mas o barato maior foi a reação da minha mãe depois disso. Enquanto eu estava ali fazendo respiração cachorrinho ela passou por trás de mim, sentou no vaso, fez o que tinha de fazer, levantou e voltou para o quarto, sem dizer nada, nem rir, NADA. Depois que eu recuperei o fôlego e fui para o quarto fiquei pensando se esta minha experiência havia sido real mesmo. No outro dia perguntei pra minha mãe porque ela fez aquilo, e ela respondeu: (gargalhadas)“Pensei em dizer ‘Bu!’ mas achei que tu ia desmaiar!” (gargalhadas dela e da minha irmã também). Ainda bem que ela teve um pouco de dó de mim, se não eu teria ido para o hospital desacordada e com um escova de dentes na barriga…

22 abril 2009 Eu ODEIO cavalos!

Estou inaugurando uma nova categoria, a Eu ODEIO. Nela vou postar textos sobre coisas que eu odeio, quando me lembrar destas, é claro, visto que minha memória tem personalidade própria, mas isso é assunto pra outro post.

Bom, porque eu odeio cavalos? Normalmente essas idéias de odiar coisas que aparentemente não fazem sentido partem de algum trauma antigo. É, no meu caso pode ser. Mas não é a única razão.

Tudo começou quando fui pela primeira vez no Beto Carrero World. Neste época eu tinha uns 15 anos e já não simpatizava com os bichos supracitados. Sempre os achei meio ameaçadores, talvez por causa daqueles filmes em que o cavalo dá aquela empinada, soltando aquele relincho. Ficava imaginando alguém sendo pisoteado pelo animal quando ele voltasse da empinada.

Enfim, eram quase meio-dia e eu queria ir no elevador. É aquele brinquedo que as pessoas ficam presas (presas tipo amarradas e não trancadas lá) numa cabine, a cabine sobe uns 20 metros e depois cai em queda livre. Porém o motherfucker guri que estava comigo (oi Samuel!) estava se cagando de medo e disse que se eu andasse de cavalo ele iria no elevador comigo…

Pensei comigo: filhodaputa! Ah, mas não deve ser tão ruim… Espero que o cavalo não esteja tão fedorento (até agora só conheci cavalos fedorentos). Concordei com a chantagem achando que iria ser rápido e tal. O cara que trouxe o mardito tava com uma cara de poucos amigos que quando eu olhei pra ele comecei a pensar em ir no elevador sozinha mesmo…

O cara me ensinou a subir no cavalo, que para o meu tamanho foi quase um milagre. Depois me mostrou como guiar o bicho: acelerador, seta pra esquerda e direita, marcha ré e freio de mão (não, não coloquei a mão em nenhuma “alavanca” para o tal, blz!). Parecia fácil e até comecei a rever meus conceitos de antipatia pelos eqüinos.

Durou pouco tempo. Depois de alguns passos o disgramado já não respondia aos comandos de virar para os lados. Comecei a gritar: Ele não ta virando pro lado! Socorro! E o retardado do cara que cuidava dos cavalos nem aí pra mim.

Comecei a puxar mais forte pra ver se o filhodumaégua virava, mas em vez disso ele começou a andar mais rápido. E rápido neh! Me desesperei e de canto de olho vi meu amigo rindo. #filhodaputa

Gritei mais alto e ouvi de longe o cara dizer: Puxa! E eu dizia, quase chorando: Tô puxando, porra! E ele: Puxa com força!

Aí a merda agarrou. Puxei com mais força – nisso o cavalo tava quase no muro, do outro lado do negócio – e a criaturadodemo parou. Porém não só parou, deu aqueeeeeeela empinada, deu aqueeeeeeele relincho e depois parou. Claro que essas memórias podem estar meio distorcidas por causa do stress do momento, mas que ele empinou, empinou…

Quando ele parou eu pensei: Aaaaaaaaaaaa, ele parou… Tô salva! Depois que eu consegui fechar a boca, o que levou alguns minutos, recomecei a gritar pro cara: Me tira daqui, me tira daqui!! E ele, na sua maior calma: Puxa pro lado, puxa pro lado! Tentava puxar pro lado mas o cavalo nem tava aí pra mim. Depois de umas três puxadas eu vi porque: o bicho parou bem onde tinha um matinho, e ele não se mexia porque tava COMENDO o matinho! Tipo assim, acho que fizeram o animal ficar dando voltinhas com as crianças a manhã toda sem alimentar o pobre bicho. Daí pobre de mim neh.

Fim da história: o tratador teve que ir lá me acudir, porque eu não atinei nem descer do cavalo, e puxar o bicho de volta. E, é claro, meu amigo já estava roxo de tanto rir. Mas depois ele mudou de cor pra branco pois teve que cumprir a parte dele do acordo, andar no elevador. Muahahahhahahah!

E é por isso que eu ODEIO cavalos!

É assim que eu lembro de cavalo: tosco e feio

É assim que eu lembro de cavalo: tosco e feio

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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