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23 fevereiro 2010 Vida de merd@

Olá, boa tarde.

Primeiramente: não se animem não, estou escrevendo este post porque estou chateada. Então já viu neh, post de desabafo. Agora agüenta, ninguém mandou acessar essa pocilga.

Por onde começo? Ah sim, começarei pelo que está me chateando mais: ter que voltar pra facul. É meus caros, lembra do post em que eu dizia que tinha trancado? Pois é, puro blefe, voltei. Não, pode ter certeza que não foi saudade, definitivamente. Foi só que me toquei que se pedisse transferência da minha universidade pra outra eu iria me phoder, pois perderia no mínimo metade do que eu já fiz (com muito suor e falta de vontade, aliás). Então, vou fazer a bost@ do TCC III na minha universidade e fazer as outras merd@s de disciplinas em outras universidades, como disciplinas isoladas. Doeu, mas é melhor assim. Estou EXTREMAMENTE CHATEADA, mas é melhor assim.

Mas porque tanto ódio nesse pequeno coraçãozinho? Porque eu já estava contando que iria pegar férias da facul, só isso. Descansar um pouco dessa vida miserável de estudante, não me estressar com trabalhos e provas… Aff, foi bom enquanto durou a sensação de liberdade.

Segunda coisa que está me deixando de cabelo branco: minha ida pra Curitiba. Meu, tava quase lá, um pezinho já tava lá, inclusive. Daí eu me toquei que não tenho UM puto no bolso. E quando eu digo que eu não tenho, eu estou falando sério (e se você tem bom coração, pode depositar na minha conta R$ 115.000,00. Obrigada). Então eu pensei: de quem eu vou pegar dinheiro pra poder ir pra lá? Resposta: do governo, é claro. Se você não entendeu ainda, eu vou pegar o seguro desemprego. Viu? Simples, fácil e limpo. Não tive que matar nem assaltar ninguém. Mas o problema é que isso aumenta mais um mês a minha espera. E isso também me deixa EXTREMAMENTE CHATEADA, mas sei que é mais prudente…

Mas que bost@, pro c@ralho a prudência! Não agüento mais essa cidade! Aff… Quanto mais perto você está de concretizar planos há muito planejados, mais irritado você fica… Quer dizer, você não neh, eu fico. E você agüenta, paciente leitor. Bem feito, ninguem te mandou entrar neste blog.

hulk

29 julho 2009 Eu ODEIO Tarados!

Mas e quem gosta neh? Poisé, podia terminar o post aqui. Não não, não era isso que eu queria dizer.

Na verdade pensei no título “Porque homens são assim?” mas achei que iria ficar meio vago o que eu queria dizer. Poderiam pensar que era um post feminista, ou reclamando de algum comportamento masculino, mais precisamente dentro de um relacionamento.

Pois bem, não é sobre isso que eu queria falar, e sim, sobre o porque de homem tem de ser tarado.

Não, eu não acho que TODO homem é tarado. Não no nível que eu estou falando. Estou falando daqueles caras que ficam te secando descaradamente enquanto você passa na rua, como se você fosse dar pra eles pelos simples fato de você saber que eles estão te tarando. Fala sério.

Primeiro que esses tipinhos nem tentam disfarçar. Eu até gosto de ser observada pelos que olham mas disfarçam, pois assim nota-se que estão te secando mas têm senso de ridículo e respeito pela mulher. Ou pela mulher do lado deles, tanto faz. Mas enfim, não ficam te olhando com cara de cachorro com fome.

Outra coisa que eu observei ao longo destes meus bem vividos 23 anos é que normalmente esses caras que ficam secando descaradamente uma mulher são pobres fudidos isentos. Até hoje não vi nenhum gerente, por exemplo, passar por uma mulher bonita e dizer: “Ow gostosa”. Na verdade, nem precisa ser de um cargo muito alto, basta ter um pouquinho de cultura e o sujeito já sabe que isso é comportamento de homem das cavernas. Tah tah, homem das cavernas nem pararia olhando, dava uma olhadinha e já puxaria pelos cabelos, mas você entendeu.

piscina_pobre

O porque de estar falando disso hoje? Bom, porque isso me aconteceu HOJE e eu fiquei muito emputecida. E o pior que já era previsível que isso iria acontecer. Vou descrever-lhe a cena: estava eu voltando de uma entrevista de emprego, para o qual eu fui bem arrumadinha, e quando estava voltando tinha uns 7 caras varrendo a rua, vestidos de lixeiro, e uns 2 observando. Quando vi eles já sabia o que iria acontecer. Dito e feito. “Isso é que é coisa bonita” e “Boooooooom diaaaaaaaa” foi só o que eu ouvi, porém senti que todos eles pararam o que estavam fazendo pra olhar pra minha bunda. Meu, que bosta isso. Fala sério, gente sem cultura, uns fudidos de 40 anos na cara cantando qualquer coisa que se pareça com mulher e tenha menos de 1 metro de circunferência. E nem dá pra dizer pra arranjarem um terreno pra carpir porque era justamente isso que eles estavam fazendo, pra você ver o nível financeiro dos cidadãos em questão.

Outro dia me aconteceu coisa parecida. Passando por uma “obra” e os caras ficaram me secando e falando bobagens. Detalhe que eu passo por lá todo fucking dia, porém aquele eu estava um pouquinho mais bonitinha. Se bem que obra é um lugar onde já se espera esse tipo de comportamento. Porque? Porque você já viu um pedreiro rico? Ou servente? Então, comprovo a minha teoria.

havaiana_pobre

Ahhhh, estou mais aliviada de ter escrito este post, de ter desabafado o meu ódio por esse tipo de comportamento. Sei que esse imbecis não vão parar, mas que eu não gosto, não gosto. E quando isso acontece comigo, nem olho pra cara do sujeito pra não ocupar meu HD. Apenas olho fixo pra frente e faço cara de muuuuuuito ódio. Às vezes funciona.

mal-humor

27 maio 2009 Ah meu Deus!

Acho interessante como certas coisas conseguem se grudar na mente da gente. Normalmente são coisas que você ouve desde criança, e aprendeu quase que por osmose, pois, mesmo que você faça força nunca vai se lembrar quando disse a tal coisa pela primeira vez.

Um exemplo disso é o “Meu Deus”. Pense, raciocine comigo e seja sincero: você diz, não diz? Diz sim! Pois é, eu também digo. Tá, mas e daí? E daí, meu caro cumpadi Washington, é que eu sou atéia, portanto, não acredito em deus, portanto², estou me contradizendo, portanto³, isso é um saco.

Quando eu acreditava em deus, igreja e essas coisas, achava que era violação do segundo mandamento da lei de Deus: “Não tomar Seu santo nome em vão”. #mimimi Porém mesmo assim falava, sem querer, mas falava.

E agora (Bial?) que sou atéia, que sentido faz dizer “Ah meu deus!”? Nenhum, é óbvio. Porém continuo dizendo. Tento me policiar, mas passa despercebido. Ás vezes quase consigo segurar o desgramado na boca, mas ele escapa que nem lagartixa.

Nas minhas épocas de reza (…) tentava entender exatamente o quê eu estava dizendo. E fazia isso com o “Ah meu Deus” também. Mas, bolas, hoje em dia não dou um real por esse tipo de coisa. Não me importa, não é da minha conta. Minha vida é totalmente diferente agora. Crenças, medos, idéias… Mas o filhodumap… continua fazendo parte da festa.

Acho que vou adotar a mesma técnica da minha irmã. Em vez de falar “Meu Deus”, falo outra coisa. No caso dela ela trocou pelo nome de uma cara doido lá (ajuda aí Carla). Os caras do Judão falam “por Shiloh”. Acho que vou investir minhas energias para achar um nome legal pra mim, para chamar de “Meu”, literalmente.

Quando eu encontrar eu aviso. Mas é só meu, viu!

eca

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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