28 julho 2009 Meus livros, minhas paixões
Não sei porque hoje (UPDATE: hoje não, semana passada, quando comecei a escrever este post) me deu uma vontade de escrever sobre livros. Acho que talvez seja pelo fato de ter terminado de ler o primeiro de cinco livros do aclamado Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Sim, acabei de ler apenas o primeiro, sou uma vergonha para minha classe, os nerds. 
Enfim, terminei o primeiro e gostei. Sinceramente, me senti um pouco desconfortável desde quando comecei a lê-lo justamente por sua fama de “Bíblia dos Nerds”. Sei lá, todo mundo dizendo: É muito bom, cara! me dava uma sensação de pressão, que eu seria idiota se não gostasse. Pois bem, gostei, mas não taaanto assim como diziam que eu iria gostar.
O cara tem tiradas sarcásticas ótimas de vez em quando, e aquela parte que fala da resposta para “A vida, o Universo e tudo o mais” é genial. Porém senti um certo cansaço do jeito dele de relatar os fatos. Não sei como explicar, mas não consegui me envolver com a história, o livro não conseguiu me absorver que nem as histórias do Stephen King conseguem. Não estou dizendo que não gostei, mas é que simplesmente não me identifiquei com o estilo. Me perdoem nerds fanáticos por Douglas Adams, mas gosto é gosto. Porém vou ler os cinco livros por curiosidade, quero ver onde vai acabar esta bagaça, porque a premissa é bem inusitada.
E falando em Stephen King, quem me conhece sabe que sou fã dele. E como todo fã, ficou chateadíssima quando alguém acha as histórias do cara ridículas. Tipo, o estilo do cara é terror e fantasia, e fulano vem querer exigir coerência? Poxa, tá certo que três portas gigantes de carvalho na beira da praia é uma coisa meio doida, mas é o ESTILO DO CARA, porra! Se achar ridículo, não leia. E fim de papo.
Falando de portas na praia, eu PRECISO ler o quinto livro da série Torre Negra. O quarto eu li em pdf, no note e no PC, 800 e poucas páginas, no muque. Acho que levei uns 3 ou 4 meses pra conseguir ler, mas valeu a pena, a história é muito legal. Porém agora tenho que mexer meu traseiro gordo e ler o quinto livro – Lobos de Calla – de uma vez. Comprei o sexto – Canção de Susanah – e não tenho o quinto ainda.
Uma das coisas que eu mais gosto nas histórias do King é a crueza com que ele redige o assunto. Por muitas vezes é possível encontrar palavrões e palavras chulas no seu texto. Também é fácil se deparar com situações em que se vê claramente o quão esclarecido e livre de tabus o autor é. Desde um quase incesto até um cara correndo pelado com uma antena de carro na mão, ele consegue descrever isso tudo com uma frieza de quem corta a mortadela pra pôr no pão (rimou :S).
Talvez seja por isso que eu não tenha gostado tanto do livro do Adams. O cara das galáxias é um pouco mais polido, mas muito direto. King é direto, mas não é polido, e apesar de que às vezes que ele perde tempo com descrições de cenários (encheção de linguiça), sua narrativa não é chata. Adams perde pouquíssimo tempo com descrição de cenários, e pode ser onde eu estranhei seu texto: sempre vai direto ao ponto, não puxa histórias de outros tempos durante a narrativa, descreve o que é necessário e o que ele quer que você saiba. E ponto final. King mescla bastante em suas histórias flashbacks com a narrativa atual, e por muitas vezes se atém apenas ao pensamento do personagem, ao seu estado de espírito, e isso se estende por muitas páginas, na maioria.
Resumindo, acredito que apenas estou estranhando o estilo. Quando li Anjos e Demônios e Código da Vinci também foi estranho, mas só no começo. Talvez seja porque Brown também segue essa linha do King, de descrever cenários e os espíritos dos personagens, porém de uma forma meio entediante. E Adams é direto, bem direto, mas não chega a ser entediante. Só preciso me acostumar a correr junto com ele durante a história.





