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11 março 2010 Eu ODEIO! gente sem noção na calçada

Buenas! Cá estou pra falar mais uma vez das angústias da minha vida. Mais especificamente, do que eu mais odeio. E, neste post, vou falar daquelas pessoas sem noção que andam na calçada como se estivesse com a cabeça na Lua.

Mas, observem: eu, quando estou andando na rua, também sou desligada, tanto que já passei pela minha própria avó e não vi… Neste caso, me refiro àquelas que ficam empacando na calçada, olhando vitrine ou o diabo-a-quatro.

Vamos, me acompanhe e depois diga se concorda comigo ou não: você está com pressa, ou simplesmente quer chegar rápido no lugar porque está cansado, e é atrasado por alguém que decidiu parar bem na sua frente para ver uma loja. Ou para a atender o celular. Ou para ficar olhando para o céu em busca de discos voadores (discos não neh, pendrives, tempos modernos minha gente). Ou porque acharam que aquele ponto da calçada era um lugar bem confortável para parar e fazer uma retrospectiva da sua vida. E tem mais mil e um motivos para um cidadão resolver parar no meio da calçada. O fato é que isso, pra quem tem DESCONFIÔMETRO é extremamente estressante.

Irei relatar-vos (O.o) alguns causos meus onde realmente perdi a paciência. Um dia de chuva, estava eu e minha excelentíssima irmã @kahteixeira andando no centro, tomando cuidado para andar em baixo das marquises, para, obviamente, não nos molharmos. E eis que aparece alguém com um fucking guarda-chuva, andando de baixo da marquise também, ocupando toda a calçada. Put@ que me pariu! Se tem guarda-chuva, usa na chuva, p@rra! Fala sério meu, 90% das pessoas que estão andando em baixo das marquises em dia de chuva é porque estão SEM guarda-chuva. E vem um aloprado, filhodumaegua, animal, com um guarda-chuva DESTE tamanho disputando lugar com você em baixo das marquises… É de cair ou da bunda.

Depois do segundo imbecil com guarda-chuva eu perdi a (pouca) paciência que eu tenho: comecei a xingar. Passava por um e dizia: mas tem gente imbecil neste mundo neh, vaitomardonoc#! Ficam atrapalhando o caminho dos outros! E entre outras coisas que dizia. Minha irmã ficava dizendo: cala boca guria, daqui a pouco um maluco não gosta e dá com a mão na tua cara! E eu dizia: Que se fod@!

No mesmo dia, já tinha parado de chover e estávamos indo para a rodoviária quando passamos por uma mulher que estava segurando uma sombrinha aberta, porém do lado do corpo, e não em cima da cabeça. Pois bem, tinha espaço suficiente na rua pra passar um BOI e um RINOCERONTE, lado a lado, então pensei que estava tudo dominado. Mas não, nããããããããão, a mulher resolveu passar exatamente do MEU lado, quase esbarrando em mim. E o pior nem foi isso. O pior foi que ela consegui a proeza de enfiar a ponta da sombrinha (aquela ponta de ferro fininha) dentro do meu ouvido. Sim, exatamente isso, a ponta da sombrinha entrou no meu ouvido.

Será que eu fiquei brava, será, SERÁ? Cara, na hora do susto xinguei a velha (nem lembro se era velha, sei que pra mim mulher doida é velha) de filha da put@. Mas tipo, gritando sabe. E sabe que ela nem olhou pra trás? Put@ que pariu Seu Madruga, se a minha bolsa encosta em alguém eu sinto… Fala sério, gente dormente é fod@.

Por isso meus querido, quando andarem nas calçadas, tenham respeito pelos outros e cuidado para não esbarrar em ninguém, porque se for em mim eu xingo mesmo, car@lho!

Sou uma pessoa extremamente calma, juro.

2 outubro 2009 Brasileiro: povo burro para todo o sempre

Baseando-se  no tempo que estou sem escrever somado com o desenvolvimento atrasado do meu TCC mais organização de formatura plus provas consecutivas na faculdade conclue-se que estou sem tempo.

Notou a concordância e termos bonitos no parágrafo anterior? Reflexo do TCC. Na verdade, estou ficando meio maluca por causa dele. Mas deixemos isto de lado, afinal se nem eu tenho saco pra fazê-lo, quanto mais vocês para ler eu escrevendo sobre ele…

Sigamos.

Um dia desses (não sei quando, já perdi a noção do tempo, minha semana foi caótica) estava eu tamborilando pensamentos vagos por entre meus neurônios atarefados. Estavam todos tão ocupados que começaram a gerar impulsos desordenados resultando em pensamentos sem sentido, idéias e conceitos sem nenhuma ligação entre si. Então tive um momento de lucidez…. Eu vi a luz. A idéia ficou clara em minha mente e eu pensei: preciso escrever um post sobre isso.

Mas o que era, afinal? Bom, não sei porque comecei a pensar nisso, mas foi mais ou menos assim: estava pensando naquelas homenagens idiotas que fazem na TV. Tipo, o cara se desmancha em elogios, colocando-se abaixo do homenageado. Ah, lembrei porque comecei a pensar sobre isso: estava pensando na formatura e naquela besteira de professores homenageados e tal. Enfim.

Continuando, a pessoa fala do homenageado de uma maneira tão humilhante que chega a dar pena. Tipo, fala coisas que o fulano fez como se fossem atos heróicos, mas que na verdade eu e você fazemos a mesma coisa – ou até mais – todos os dias. Assista o “Arquivo Confidencial” (ainda existe?) do glorioso Faustão e saberá do que estou falando.

Mas não, ainda não era isso que eu queria escrever. Queria mesmo era chegar naqueles famosos quadros onde um apresentador randômico ajuda alguém. Tomo como exemplo os gêmeos obesos que passam na Rede Record. O programa lá tá ajudando os dois reis momos a emagrecer e tal.

Agora analise comigo: já ouviu como esses dois falam? Se você não sabe quem são esses dois obesos vou ser boazinha e explicar. A família deles é pobre e não tem dinheiro pro tratamento. Daí o programa tá ajudando e blá blá blá. Mas a questão é: o nível de intelecto deles não é lá grandes coisas. Você já viu alguma vez ajudarem alguém que tem nível universitário? Ou alguém que saiba falar bem, se é que você me entende?

Onde quero chegar: nunca vi, em toda a minha jornada de 23 anos, um “ajudado” que tivesse um pouco mais de tutano. Sempre são aquelas pessoas que agem como coitadas, falam como coitadas. Não têm orgulho, respeito por si mesmo. Dão a entender que o vira-lata que vive rondando a vizinhança vive melhor que eles. E sempre choram. SEMPRE.

Sabe, acredito que se colocasse alguém como, sei lá, eu, nesses quadros, não iria dar muito certo. Não iria ficar me remoendo, que sou pobre pobre pobre de marré marré marré. E acho que eles não escolhem pessoas como eu porque o público não sentiria pena de mim. E é aí que mora o sucesso destes programas: a sensibilidade do povo. O povão vê aqueles gordos mórbidos lá, que dizem que são pobres pra car#@lho e não têm dinheiro pra tratamento, ficam com pena e querem que eles se dêem bem. E assistem até o final do quadro, que normalmente se estica por alguns meses. É garantia de audiência.

Pode até ser paranóia minha, mas é visível que a televisão não tenta evoluir o cidadão. Vêem-no como povão, semi-analfabeto, e querem que continue assim. Não colocam programas que exija do cidadão que pense um pouco, como, sei lá, Dexter, por exemplo. Colocam quadros com povão como protagonista, e assim se perpétua a burrice do povo. Povo burro não luta por seus direitos, na verdade nem sabe que eles existem. Por isso que quero sair desse país.

11 setembro 2009 Segredos da vida doméstica

Estava hoje esperando pacientemente meu ônibus, ouvindo música. Aquela chuvinha linda, maravilhosa, boa pra dormir o dia inteiro, me obrigava a ficar na casinha da parada de ônibus junto com as outras pessoas que lá estavam. Não que eu me incomode em ficar perto delas, o problema é que eu tive que ficar BEM perto delas, pois a chuva vinha de lado e seu eu não ficasse mais pro meio da parada me molhava toda.

O problema maior, na verdade, são as pérolas que aparecem neste tipo de aglomerações. Ah, esqueci de mencionar, eram três mulheres, donas de casa, na faixa dos seus 30 a 40 anos. E hoje, como não podia falhar, ouvi algumas. Estavam falando da chuva, que não secava as roupas e blá blá blá, assuntos que não me interessam.

Ouvi elas falando de máquina de lavar até chegar o ônibus. Quando chegou me meti na frente e entrei primeiro. Não agüentava mais aquele papo. Mas sobre o que elas estavam falando? Sobre máquina de lavar que faz tudo. Sim, você leu certo, elas estavam discursando como era bom os “tempos de hoje” (papo de velho neh), e que uma delas queria comprar uma máquina de lavar que faz tudo. O.o

Minha nossa senhora, uma máquina de lavar que faz tudo! Tipo, você vai tomar banho neh, daí tira a roupa, joga no chão e no segundo depois , punf! desaparece. E mais alguns instantes depois ela reaparece dentro do seu armário, dobradinha, passada e perfumada. Meu santo Yoda. Pra mim, uma máquina que faz tudo seria como a empregada robô dos Jetsons. Até brigar com as crianças ela briga. E uma máquina de lavar que só LAVA e CENTRIFÚGA a roupa ganha status de “faz tudo”. Só por Spock mesmo.

Sinceramente, depois de me irritar, da irritação passar, de eu aumentar o volume do meu inseparável amigo, o iPod, eu acho graça disso. Às vezes aparecem essas pérolas, ditas com a solenidade de uma filosofia, que só é possível achar graça, pois se tentar argumentar passa por grosso, ou “essa juventude pensa que sabe tudo”, como se idade fosse sinônimo de conhecimento. Eu desisto, fico na minha que ganho mais.

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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