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24 abril 2009 Rico também faz merda

Todos os dias, quando eu chego na empresa (que é lá pelas 11 da manhã) abro o Globo.com para ver as notícias… E fico nessa até meio dia, hehe.

E, como de praxe, todos os dias tem notícias de violência, assassinato e tal. Mas hoje uma me fez parar e ler toda a matéria, duas vezes.

Era a notícia de um pai que matou o próprio filho, de 5 anos, e depois suicidou-se. Muito bem, essa história não tem nada de diferente, apesar de que um caso de assassinato não precisa ser “diferente” para causar indignação. Porém o que me chamou atenção foi que, primeiro, o cara era advogado e a ex-mulher também era advogada, portanto, não eram da classe baixa. Segundo, o cara deixou uma carta, explicando o porque de ter feito tal proeza. Segue aí a carta, tirada do site do G1:

“Aos meus amigos,

Em primeiro lugar, saibam que estou muito bem e que a decisão foi fruto de cuidadosa reflexão e ponderação (sic).

Na vida, temos prioridades. E a minha sempre foi meu filho, acima de qualquer outra coisa, título ou cargo.

Diante das condições postas pela mãe e pela família dela e de todo o ocorrido, ele não era e nem seria feliz. Dividido, longe do pai (por vontade da mãe), não se sentia bem na casa da mãe, onde era reprimido inclusive pelo irmão da mãe bêbado e agressivo, fica constrangido toda vez que falavam mal do pai, a mãe tentando afastar o filho do pai etc. A mãe teve coragem até de não autorizar a viagem do filho para a Disney com o pai, privando o filho do presente de aniversário com o qual ele já sonhava, para conhecer de perto o fantástico lugar sobre o qual os colegas de escola falavam.

No futuro, todas as datas comemorativas seriam de tristeza para ele, por não poder comemorar junto com pai e mãe, em razão da intransigência materna.

Não coloquei meu filho no mundo para ficar longe dele e para que ele sofresse. Se errei, é hora de corrigir o erro, abreviando-lhe o sofrimento.

Infelizmente, de todas as alternativas, foi a que me restou. É a menos pior. E pode ser resumida na maior demonstração de amor de um pai pelo filho.

Agora teremos liberdade, paz e poderei cuidar bem do filho.

Fiquem com Deus!”

Depois de ler, parei para relembrar dos casos de assassinato que abalaram ultimamente. O primeiro que veio à minha mente foi o caso do Lindemberg. Muitos disseram que era previsível, que eram pobres e bla bla bla. Eu também fiz isso. Teve aquele outro caso do cara que seqüestrou um monomotor e o derrubou no estacionamento de um shopping, matando a si mesmo e a própria filha. Na hora eu pensei: deve ser algum não-declarante, só pode.

Mas, e nesse caso? Qual foi o fator que influenciou diretamente o advogado? Dizer que o filho não ia ser feliz longe dele não é desculpa. Loucura? Depressão pela perda da custódia do filho? Acho que nunca se saberá. Mas o que me corrói a cabeça é como uma pessoa tem coragem de fazer isso? Porra meu, eu não tenho coragem nem de bater no meu cachorro…

Realmente, o ser humano é um bicho complicado, mas também desprezível. E é nestas horas que eu penso que trabalhar com computadores é mais fácil, mesmo quando parece que ele tem vida própria…

20 abril 2009 Dinheiro traz felicidade

dinheiro E vou explicar o por que. Vejamos a seguinte situação: uma família de 5 pessoas: pai, mãe e três filhos. O pai desempregado, a mãe trabalha como empregada doméstica e todos os três filhos estão na idade de ir para o colégio, não podem trabalhar. Óbvio que eles podem ser felizes mesmo com estas limitações financeiras. Mas também é óbvio que se eles começarem a passar fome, vai ficar cada vez mais difícil de manter a “felicidade”, porém não é algo impossível.

Agora vejamos uma mudança na sua situação econômica. O pai consegue um emprego onde ganha razoavelmente bem. Agora eles têm dinheiro para poder viajar nas férias, comprar roupas novas de vez em quando, algumas coisas supérfluas para enfeitar a cozinha. Enfim, uma situação financeira estável.

Aí você diz: mas é claro que com uma situação financeira precária é difícil manter a família “feliz”. Então o dinheiro trouxe felicidade para a família, certo? Certo. Claro que se a família é desunida, os seus membros não se entendem, nem com todo o dinheiro do mundo será uma “família feliz”, porém seus membros poderão ser felizes mesmo assim. Como? Ora essa, tendo dinheiro você não precisa mais morar com pais que você não agüenta, não precisa estar casada(o) com uma pessoa que não te entende, e que você não ama mais. Cada um pode seguir seu caminho, procurar por sua felicidade.

Porém numa família pobre, se o marido ou a mulher sair de casa, sem dinheiro, para onde vai? Ou os filhos, normalmente sem instrução superior? Todos serão obrigados a continuar vivendo sob o mesmo teto, pois, faltando o dinheiro não têm como sair de casa. Neste caso, a falta de dinheiro trouxe infelicidade. E, portanto, o dinheiro traria SIM a felicidade para cada um, ou no mínimo a chance de tê-la.

Portanto, defendo a idéia de que dinheiro não é tudo, mas é 99%. É materialismo meu? É sim. Mas e quem não é materialista num mundo como o nosso? Não há como não o ser. Para tudo o que você for fazer você vai precisar de dinheiro. Mesmo se você morar no meio do mato, cultivando a sua própria comida e fazendo suas próprias roupas, você vai precisar de dinheiro. Até depois da morte você continuará dando prejuízos para a sua família.

É, estou meio indignada com a sociedade hoje. Desigualdade social, corrupção e outras coisas ruins que você já deve estar cansado de ouvir falar na mídia. Pensando nisso tive uma idéia pra uma história. Uma história sobre uma menina rica e infeliz, o clássico “pobre menina rica”. Queria mostrar como era a realidade dela e todas as questões que ela levanta antes de partir em busca de respostas. Respostas estas que ela procura mudando totalmente de ambiente, tipo, indo morar em bairros pobres, trabalhando muito e ganhando pouco. Ainda não decidi bem o argumento da história, mas é mais ou menos por aí. Sugestões aceitas. :)

Ah, não posso esquecer de dar os devidos créditos à uma pessoa que é uma das minhas inspirações para escrever este post: Manoel Mendes, o Maneca, que foi meu professor de Filosofia na segunda fase do curso de Ciência da Computação e um dos poucos que tentou mostrar para nós o verdadeiro sentido de educar. Aqui o link do blog dele. Vai lá, ele escreve bem pra caramba! ;)

Ele pode dizer que dinheiro traz 100% de felicidade

Ele pode dizer que dinheiro traz 100% de felicidade

Ps.: Viu Diego, consegui escrever o post em parágrafos! :) :) :)

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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