Arquivos de: julho, 2009

29 julho 2009 Eu ODEIO Tarados!

Mas e quem gosta neh? Poisé, podia terminar o post aqui. Não não, não era isso que eu queria dizer.

Na verdade pensei no título “Porque homens são assim?” mas achei que iria ficar meio vago o que eu queria dizer. Poderiam pensar que era um post feminista, ou reclamando de algum comportamento masculino, mais precisamente dentro de um relacionamento.

Pois bem, não é sobre isso que eu queria falar, e sim, sobre o porque de homem tem de ser tarado.

Não, eu não acho que TODO homem é tarado. Não no nível que eu estou falando. Estou falando daqueles caras que ficam te secando descaradamente enquanto você passa na rua, como se você fosse dar pra eles pelos simples fato de você saber que eles estão te tarando. Fala sério.

Primeiro que esses tipinhos nem tentam disfarçar. Eu até gosto de ser observada pelos que olham mas disfarçam, pois assim nota-se que estão te secando mas têm senso de ridículo e respeito pela mulher. Ou pela mulher do lado deles, tanto faz. Mas enfim, não ficam te olhando com cara de cachorro com fome.

Outra coisa que eu observei ao longo destes meus bem vividos 23 anos é que normalmente esses caras que ficam secando descaradamente uma mulher são pobres fudidos isentos. Até hoje não vi nenhum gerente, por exemplo, passar por uma mulher bonita e dizer: “Ow gostosa”. Na verdade, nem precisa ser de um cargo muito alto, basta ter um pouquinho de cultura e o sujeito já sabe que isso é comportamento de homem das cavernas. Tah tah, homem das cavernas nem pararia olhando, dava uma olhadinha e já puxaria pelos cabelos, mas você entendeu.

piscina_pobre

O porque de estar falando disso hoje? Bom, porque isso me aconteceu HOJE e eu fiquei muito emputecida. E o pior que já era previsível que isso iria acontecer. Vou descrever-lhe a cena: estava eu voltando de uma entrevista de emprego, para o qual eu fui bem arrumadinha, e quando estava voltando tinha uns 7 caras varrendo a rua, vestidos de lixeiro, e uns 2 observando. Quando vi eles já sabia o que iria acontecer. Dito e feito. “Isso é que é coisa bonita” e “Boooooooom diaaaaaaaa” foi só o que eu ouvi, porém senti que todos eles pararam o que estavam fazendo pra olhar pra minha bunda. Meu, que bosta isso. Fala sério, gente sem cultura, uns fudidos de 40 anos na cara cantando qualquer coisa que se pareça com mulher e tenha menos de 1 metro de circunferência. E nem dá pra dizer pra arranjarem um terreno pra carpir porque era justamente isso que eles estavam fazendo, pra você ver o nível financeiro dos cidadãos em questão.

Outro dia me aconteceu coisa parecida. Passando por uma “obra” e os caras ficaram me secando e falando bobagens. Detalhe que eu passo por lá todo fucking dia, porém aquele eu estava um pouquinho mais bonitinha. Se bem que obra é um lugar onde já se espera esse tipo de comportamento. Porque? Porque você já viu um pedreiro rico? Ou servente? Então, comprovo a minha teoria.

havaiana_pobre

Ahhhh, estou mais aliviada de ter escrito este post, de ter desabafado o meu ódio por esse tipo de comportamento. Sei que esse imbecis não vão parar, mas que eu não gosto, não gosto. E quando isso acontece comigo, nem olho pra cara do sujeito pra não ocupar meu HD. Apenas olho fixo pra frente e faço cara de muuuuuuito ódio. Às vezes funciona.

mal-humor

28 julho 2009 Meus livros, minhas paixões

Não sei porque hoje (UPDATE: hoje não, semana passada, quando comecei a escrever este post) me deu uma vontade de escrever sobre livros. Acho que talvez seja pelo fato de ter terminado de ler o primeiro de cinco livros do aclamado Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Sim, acabei de ler apenas o primeiro, sou uma vergonha para minha classe, os nerds. guia

Enfim, terminei o primeiro e gostei. Sinceramente, me senti um pouco desconfortável desde quando comecei a lê-lo justamente por sua fama de “Bíblia dos Nerds”. Sei lá, todo mundo dizendo: É muito bom, cara! me dava uma sensação de pressão, que eu seria idiota se não gostasse. Pois bem, gostei, mas não taaanto assim como diziam que eu iria gostar.

O cara tem tiradas sarcásticas ótimas de vez em quando, e aquela parte que fala da resposta para “A vida, o Universo e tudo o mais” é genial. Porém senti um certo cansaço do jeito dele de relatar os fatos. Não sei como explicar, mas não consegui me envolver com a história, o livro não conseguiu me absorver que nem as histórias do Stephen King conseguem. Não estou dizendo que não gostei, mas é que simplesmente não me identifiquei com o estilo. Me perdoem nerds fanáticos por Douglas Adams, mas gosto é gosto. Porém vou ler os cinco livros por curiosidade, quero ver onde vai acabar esta bagaça, porque a premissa é bem inusitada.

E falando em Stephen King, quem me conhece sabe que sou fã dele. E como todo fã, ficou chateadíssima quando alguém acha as histórias do cara ridículas. Tipo, o estilo do cara é terror e fantasia, e fulano vem querer exigir coerência? Poxa, tá certo que três portas gigantes de carvalho na beira da praia é uma coisa meio doida, mas é o ESTILO DO CARA, porra! Se achar ridículo, não leia. E fim de papo.

serie torre negraFalando de portas na praia, eu PRECISO ler o quinto livro da série Torre Negra. O quarto eu li em pdf, no note e no PC, 800 e poucas páginas, no muque. Acho que levei uns 3 ou 4 meses pra conseguir ler, mas valeu a pena, a história é muito legal. Porém agora tenho que mexer meu traseiro gordo e ler o quinto livro – Lobos de Calla – de uma vez. Comprei o sexto – Canção de Susanah – e não tenho o quinto ainda. :(

Uma das coisas que eu mais gosto nas histórias do King é a crueza com que ele redige o assunto. Por muitas vezes é possível encontrar palavrões e palavras chulas no seu texto. Também é fácil se deparar com situações em que se vê claramente o quão esclarecido e livre de tabus o autor é. Desde um quase incesto até um cara correndo pelado com uma antena de carro na mão, ele consegue descrever isso tudo com uma frieza de quem corta a mortadela pra pôr no pão (rimou :S).

Talvez seja por isso que eu não tenha gostado tanto do livro do Adams. O cara das galáxias é um pouco mais polido, mas muito direto. King é direto, mas não é polido, e apesar de que às vezes que ele perde tempo com descrições de cenários (encheção de linguiça), sua narrativa não é chata. Adams perde pouquíssimo tempo com descrição de cenários, e pode ser onde eu estranhei seu texto: sempre vai direto ao ponto, não puxa histórias de outros tempos durante a narrativa, descreve o que é necessário e o que ele quer que você saiba. E ponto final. King mescla bastante em suas histórias flashbacks com a narrativa atual, e por muitas vezes se atém apenas ao pensamento do personagem, ao seu estado de espírito, e isso se estende por muitas páginas, na maioria.

Resumindo, acredito que apenas estou estranhando o estilo. Quando li Anjos e Demônios e Código da Vinci também foi estranho, mas só no começo. Talvez seja porque Brown também segue essa linha do King, de descrever cenários e os espíritos dos personagens, porém de uma forma meio entediante. E Adams é direto, bem direto, mas não chega a ser entediante. Só preciso me acostumar a correr junto com ele durante a história.

15 julho 2009 FISL 10.0: Eu fui! (parte 2)

…continuando

No stand do Banco do Brasil tinha uma das coisas mais legais que eu vi no evento todo. Uma televisão 3D. Isso Mesmo que você leu: TV 3D. Tinha que achar o ponto certo (cada pessoa tinha que achar o seu) pra poder ver e voilá! Vídeos 3D sem óculos nem nada! Demora um pouco pra se acostumar, mas depois beleza. Fiquei na frente da TV uns 10 minutos, babando que nem cachorro na frente de televisão de cachorro (?).

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De resto não tem muita coisa interessante pra contar. Só que minha massa corporal foi reduzida umas 3 vezes em relação ao normal no stand do Open Solaris, apenas pra ganhar uma camiseta. Explico: a cada duas horas eles davam camisetas, durante 5 minutos, pra quem tinha se cadastrado no outro stand e ganhado um adesivinho furreca pra colar no crachá. Cadastro este que, aliás, me rendeu MUITOS emails, pois era um cadastro pra um grupo de discussão… :(

open solaris stand

Enfim, depois de me cadastrar e criar um filtro no gmail pra deletar direto os emails do tal grupo, fui lá tentar ganhar uma camiseta juntamente com meu namorado (não fui tentar ganhar meu namorado, e sim fui COM ele tentar ganhar a camiseta, leia direito). Resultado: fui esmagada até não caber mais ar nos meus pulmões e meu estômago colar na espinha pra finalmente conseguir pegar a fucking camiseta. E meu namorado conseguiu pegar a camiseta e uma bolinha, que eles ficaram jogando no pessoal e uma caiu bem do meu lado, ele só esticou a mão. E a camiseta é bem bonita, por isso, acho que valeu a pena.

camiseta open solaris

Depois descobri que se você levasse um notebook com o Open Solaris instalado ganhava uma camiseta ou uma bolinha. Meu queridíssimo colega Marcos instalou o tal do sistema e ganhou uma bolinha. O Bruno (olho junto) levou o mesmo netbook do Marcos e também ganhou uma bolinha. Daí eu fui lá com o MESMO netbook e TAMBÉM ganhei uma bolinha. E viva a lei de Gérson!

bola open solaris

Assisti à duas palestras do Richard Stallman, porém nas duas saí na metade porque o cara é chato pra caraleo. Falava muito devagar e implicava com tudo, inclusive com as pessoas que saíam na metade da palestra… Mas não, ele não implicou comigo.

stallman

Aquele pixel vermelho e barrigudo lá embaixo é ele, acredite…

Resumindo, foi legal. O evento, a mudança de ares, o shopping, o cinema. Ah, vi dois filmes lá, mas vou falar disso no próximo post. Por enquanto era só. Quer dizer, sobrou umas coisinhas mas vou organizar pra fazer um post depois. Mais ou menos como “FISL: rebarbas”. Aguarde.

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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