Arquivos de: maio, 2009

27 maio 2009 Ah meu Deus!

Acho interessante como certas coisas conseguem se grudar na mente da gente. Normalmente são coisas que você ouve desde criança, e aprendeu quase que por osmose, pois, mesmo que você faça força nunca vai se lembrar quando disse a tal coisa pela primeira vez.

Um exemplo disso é o “Meu Deus”. Pense, raciocine comigo e seja sincero: você diz, não diz? Diz sim! Pois é, eu também digo. Tá, mas e daí? E daí, meu caro cumpadi Washington, é que eu sou atéia, portanto, não acredito em deus, portanto², estou me contradizendo, portanto³, isso é um saco.

Quando eu acreditava em deus, igreja e essas coisas, achava que era violação do segundo mandamento da lei de Deus: “Não tomar Seu santo nome em vão”. #mimimi Porém mesmo assim falava, sem querer, mas falava.

E agora (Bial?) que sou atéia, que sentido faz dizer “Ah meu deus!”? Nenhum, é óbvio. Porém continuo dizendo. Tento me policiar, mas passa despercebido. Ás vezes quase consigo segurar o desgramado na boca, mas ele escapa que nem lagartixa.

Nas minhas épocas de reza (…) tentava entender exatamente o quê eu estava dizendo. E fazia isso com o “Ah meu Deus” também. Mas, bolas, hoje em dia não dou um real por esse tipo de coisa. Não me importa, não é da minha conta. Minha vida é totalmente diferente agora. Crenças, medos, idéias… Mas o filhodumap… continua fazendo parte da festa.

Acho que vou adotar a mesma técnica da minha irmã. Em vez de falar “Meu Deus”, falo outra coisa. No caso dela ela trocou pelo nome de uma cara doido lá (ajuda aí Carla). Os caras do Judão falam “por Shiloh”. Acho que vou investir minhas energias para achar um nome legal pra mim, para chamar de “Meu”, literalmente.

Quando eu encontrar eu aviso. Mas é só meu, viu!

eca

26 maio 2009 Obsessão

Olá, bom dia! Vou contar uma das minhas obsessões agora. Mas não conte pra ninguém, viu!

Calma, calma, não é nada tão esquisito como comer caspa (acredite, já ouvi falar de gente que faz isso) ou cruel, como no caso do Dexter.

dexter

É algo um pouco menos perigoso que isso. Tá preparado? Mas tá mesmo? Tá, vou contar.

Eu tenho obsessão por cadernos. Não, não é nada de caráter sexual, até porque não consigo imaginar nada sexual com cadernos (ou não tenho imaginação suficiente). Minha obsessão é um pouco mais simples.

Exemplificando. Estou andando no supermercado e, se eu passar pela sessão de materiais escolares, fico horas apenas olhando os cadernos. Olho a capa, as folhas, os adesivos…

Mas a coisa não fica apenas com cadernos. Entram também nesta loucura agendas, bloquinhos ou qualquer outra coisa que tenha folhas grudadas.

Agora vem a parte mais esquisita: e daí? Porque cadernos? Bom, não sei direito explicar. Acho que isso tem um pouco a ver com a minha vontade de ser roteirista/escritora/blogueira/whatever. Tipo, eu fico olhando pro caderno/agenda/bloquinho e tenho que fazer uma força hercúlea para não comprar. Não compro porque sei que não vou fazer nada com aquilo. Tenho cadernos em casa, agendas e bloquinhos, mas não uso. Simplesmente porque não gosto de escrever à mão. Abandonei o caderno lá pela quarta fase da facul (estou na sétima). Porém essa sina ainda me persegue. Morro de inveja da minha irmã que tem que usar cadernos…

Quando eu usava cadernos era uma alegria só a época de início das aulas. Minha mãe que não gostava muito… Enfim. Eu ficava correndo entre os cadernos, fazendo anotações mentais sobre os adesivos, cores, personagem na capa… Quase entrava em looping.

Sempre que eu olho pra um caderno me imagino escrevendo um monte de coisa nele. Acho que um pouco dessa minha mania vem também daqueles filmes que a menina tem um diário e tal. Achava tão legal aquilo que acho que ficou gravado no meu inconsciente. Não que eu pense em escrever um diário quando vejo um caderno, mas é mais ou menos por aí. Mas eu tive vários diários quando pré-adolescente, porém abandonei-os quando descobri que minha mãe ficava lendo eles… ¬¬

Bom, acho que é só isso. Essa é uma das minhas doideiras. Outro dia conto mais outras.

amor - caderno

25 maio 2009 Monsters Inc. Muito bonitinho

Nesse findi assisti alguns filmes. Austrália – uma grande bosta – , Controle Absoluto (ou Eagle Eye), que é muito bom e um novím: Monsters S.A..

Olha, esse tipo de coisa nem era pra render um post, mas, eu fiquei tão apaixonada pelo filme que tenho que dividir com alguém.

O filme já começa com uma animação muito bonitinha. Aqueles esqueminhas das portinhas andando dum lado pro outro da tela e os monstrinhos saindo delas é muito legal, sem contar que não era ainda aquela animação padrão da Pixar, o que achei muito interessante, visto que o filme é de 2001.

Depois tem aquela “fábrica” de energia de monstro (!) em que o grandalhão peludo trabalha, com todo aquele protocolo só pra entrar nas portas e assustar as crianças.

O bichão protagonista, que a menina chama de “gatinho”, é muito lindo. Todo bobo porque é praticamente uma celebridade no mundo dos assustadores (!!), mas fica mais lindo ainda quando conhece a menina, que ele chama de Bu.

A bolinha verde com um olho e boca é muito engraçado, o Mike. Ele fica fazendo charme pra namoradinha dele, a cabeça de cobra lá. Lindo.

Enfim, é um filme muito bem feito e onde é possível ver, assistindo a outros filmes mais novos da Pixar, a evolução da arte deles. As expressões, os diálogos, movimentação, história. Dá pra ver que sempre existiu talento e originalidade por parte da organização do seu Steve, porém, foi ficando cada vez melhor.

Ao contrário dos filmes de animação da Dreamworks, os personagens principais dos filmes da Pixar não fazem aquela cara meio assim, tipo, levantando a sobrancelha e com a expressão de “Ah?!”. Assista o filme do Kung Fu Panda e observe. Ele faz isso bastante vezes. Pois é, aliás, como a Dreamworks gosta de fazer filmes de animais falantes, não?

Para terminar quero dizer que Monsters S.A. entrou pra lista de meus filmes preferidos. Acho que vou até comprar um bicho de pelúcia do Sully. Ou do zolhudo, hehe.

medo

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  • Este blog é sobre tudo o que eu gosto... e sobre o que eu não gosto também. Afinal, não podemos dizer que não gostamos de algo quando sequer o conhecemos, não é? Por isso que assisto filme ruim: para poder falar mal depois! Leia mais sobre mim aqui.

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