14 julho 2008 Cloverfield
Basicamente, um filme sobre um monstro que aparece do nada e começa a destruir, do nada também, a cidade de Nova York. Porém o que instiga neste filme nem é o personagem principal – o monstro – e sim a atmosfera em que é nos apresentado. Com uma breve inspiração em O chamado de Cthulhu (H.P. Lovecraft) onde apenas o fato de você saber que ele existe já é o suficiente pra ficar apavorado, o monstro só dá realmente as caras lá pelo fim do filme, e acredito ser esta a grande sacada. Gritos, coisas sendo destruídas, às vezes um rabo aparecendo de longe, criam uma expectativa tão grande que te faz ficar grudado na cadeira sem respirar, esperando a hora que o bichão realmente aparecerá por completo. Lançado sob uma expectativa um tanto quanto exagerada – Cloverfield foi esperado como se fosse o “Filme do Ano” – é contado com imagens filmadas a partir de uma “câmera caseira”, dando uma aparência de “fatos reais”. Os atores – todos desconhecidos – também contribuíram com a trama, dando mais autenticidade à história, algo que teria se perdido se fossem famosos. No fim, Cloverfield é apenas entretenimento. Dando aquela sugada na mais nova infinita fonte de histórias de destruição (atentado de 11 de Setembro), se aproveita do mesmo drama – pessoas morrendo, tudo ruindo – porém nos mostra um outro lado, que também estava presente no cenário de 11 de Setembro: a impotência humana (pra não dizer americana) de lidar com algo tão grande que ameace a segurança geral, e que apenas nos resta num caso desse é nos esconder e esperar que passe, sem heroísmos, ao contrário do que foi pintado nos filmes que se seguiram ao atentado. No mais, Cloverfield é um filme realmente interessante, mas não o compare com Bruxa de Blair ou pior, com Godzilla, pois o tema que o filme aborda é totalmente diferente.








