*primeira parte *segunda parte
Depois que comeu seu almoço, sentou-se no sofá para assistir um pouco de TV. Ainda não sabia direito o motivo de não ter contato para o seu pai sobre o que aconteceu noite passada. Talvez medo de que ele não acreditasse, ou algo do tipo. E, nem ele mesmo estava convencido completamente de que algo realmente havia acontecido.
Como era sábado e havia dormido até o meio-dia, à noite a regra era ficar acordado até as quatro da madrugada, navegando na internet. E a intenção era esta mesma, porém, quando chegou à meia-noite, ele se lembrou da noite passada. Munido de muita curiosidade e um pouquinho de medo, juntamente com seus colegas de madrugada chamando-o de maricas, ele saiu do quarto para dar uma espiada no corredor. Porém, como estava muito escuro, não conseguia enxergar o queria ver: o final do corredor.
Saiu do quarto e foi caminhando pelo corredor, com o coração querendo pular do peito e a respiração ofegante. À medida que ia chegando mais perto do seu destino mais essa sensação ia aumentando, e a coragem ia diminuindo.
Finalmente chegou ao banheiro. A este ponto, tudo parecia até meio surreal, de tão apavorado que estava. E o estranho é que nem sabia o porquê disso. Enfiou a mão dentro do banheiro e, por um breve momento considerou o que era pior: acender a luz e ver novamente aquela porta ou manter-se no escuro, sem vê-la, mas também vulnerável a qualquer coisa que pudesse sair.
Decidiu por acender a luz e descobrir logo o que era aquela porcaria toda. – É a minha casa, porra! Quando acendeu a luz, acabou descobrindo que o que viu a noite passada não foi alucinação – a porta estava ali novamente.
Por um momento sentiu-se preso dentro do próprio corpo, como se este fosse uma jaula, e ele um pássaro com asas muito grandes. Ficou petrificado de pavor, e todos os pensamentos de curiosidade e coragem que povoaram sua mente momentos antes sumiram, como se tivessem ficado no quarto, na tela do computador.
Neste momento, onde até a sua respiração parecia ter-lhe abandonado, pensamentos, imagens, teorias passavam por sua cabeça. E todos eles envolviam morte, tortura e dor. Até que, em um impulso de coragem e irresponsabilidade admitida, decidiu: – Vou abrir essa porra dessa porta!
A princípio não conseguiu ver nada, estava muito escuro e ele só havia aberto um pouco a porta, para tentar espiar. A única luz que tinha era a do banheiro, porém não adiantava muito. Entendeu que teria que abrir mais para a única luz poder iluminar o que quer que fosse aquilo.
Então se lembrou que seu pai havia lhe dado uma lanterna assim que foram morar nesta nova casa. Então voltou a fechar a porta e correu para o quarto para procurar o objeto. A esta altura já não estava sentindo mais medo, mas um misto de excitação e curiosidade.
Quando encontrou a lanterna voltou rapidamente para o corredor. Enquanto ia em direção à porta misteriosa, sentiu um cheiro estranho. Cheiro de coisa morta, de comida estragada, de estrume, de terra, tudo misturado. Sentiu o ar pesado, quente. E sentiu que não era mais o único a andar pela casa naquele momento.
Chegando ao final do corredor, deparou-se com o quadro. A porta havia sumido. Com o coração batendo forte de decepção e ao mesmo tempo de pavor, notou que o quadro não era o mesmo. Antes, um menino dentro de um quarto olhando para um dia claro, de céu azul e sem nuvens, através da janela. Agora, o menino estava olhando para ele, com uma expressão de pavor no rosto, e não era mais dia.












Curioso com o final dessa história.
estes contos eram para ser apenas pequeno não enormes , pô é PEQUENO ! Obrigada ! POR NADA ! aff
Affe em alemão é macaco sua panaca!!!!!kkk
poxa muito boa a historia, d+!