O inverno desse ano não foi dos mais intensos, mas é inevitável que tenha um dia que você acorde tremendo achando que todas as cobertas do mundo não são suficientes.
Acordei e logo vi que o dia ia ser chato, pelo menos nesses dez minutos em que você levanta e vai até o espelho do banheiro olhar seu rosto morto e o cabelo com varias formas. Tive razão pois logo vi que tinha acordado uma hora mais cedo que o normal. Aproveitei e dei comida pro gato, colhi uns milhos e tomei um banho. Estava muito frio, mas o banho me animou um pouco.
Na rua tudo estava branco, a geada havia coberto boa parte do pasto e minhas orelhas estavam geladas. A lareira estava acesa e o fogo brilhava em meus olhos, que bom que trabalho em casa.
Minha avó havia acordado umas horas mais cedo sem nenhum ar de reclamação e arrumado toda a mesa para o café. Depois de um tempo percebi que a vida no campo podia ser boa, sem aglomerações, apenas um chalé… uma xícara de café e um computador.
*Traços de um personagem de Stephen King, Mort Rainey em janela secreta.
Conto enviado por Marcelo.











