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06
abr
Postado por Paulinha

TEBOTRE GEAROAL
(Ztefosset di ULOSZ do Tae Cnite)

UM BTOVO CELRE BISOIDE LE

CÉDAGE

ZENIT
POLAR

ES OSZETRASRIS

Hivai um ziás muare alrotossilro. Oti celhocade ceme e ziás de furute. I oduceçie oti didi ie celrtirae. Om nugit do alcolravit vinetos do cenibetiçie o cemzilhoatasme, es ztalcapias olsalimolres osramunivim i cimzoraçie lom somzto noin. Dossi fetmi sucodotim-so miuris goriçeos om quo i miaetai namarivi-so i sotrvat i manetai bom sucodadi.
Ceme es moaes do oduceçie otim alsufacaonros, fea zotrmarade quo inguls gtuzes mias bom sucodades gilhissom do ztosolro fetmis do alfneolcait mias ztefuldimolto e tosre di zezuniçie.
Olrto eurtis ceasis, zolseu-so om fetmis quo mias irtiassom gtildo zitro di zezuniçie. E furoben jí ori muare zezunit, zeas e ziás celrivi cem es monheros jegideros. Mosme i miaetai rolde siáde de ziás, hivai um cimzoelire muare fetro. Necuretos hasrtaêlaces dosomzolhivim e sou zizon, ziti dasrtiat i zezunicie datilro 24 hetis soguadis. Olquilte asse alvosragiçeos sebto gtildos gtuzes fanilcoates ijudides zet inguls zenáraces di vonhi guitdi otim milradis om bilhe-mirai. I zezuniçie fonap ceme nulce vai i miaetae des oszetros om quo btisanoates zitracazivim ande ziti e sice, mís, ifalin do celtis, nie ztocasívimes gilhir om rude, cotre?
Inguls aldavádues quo nie ralhim rade i ezetruladido do tocobot i oduceçie di miaetai, facivem muare lotrveses, mosme quo is vopos retcossom pet inguls irnoris licaelias. Ichivim quo i cempotaçie etí ralhi ingumi ceasi do altrotossilto, mís rilbóm facivim do enhes ibotres o etonhis om zó quilde zitivim do euvat lerácaes sebto e oscíldine do ovisie do davasis de ziás.
Ossos aldavádues vavaim ztoecuzides zones eurtes o chogivim i chiroí-nes cem suis ctráracis ícadis celrti e sastomi quo ralhi ctaide osso melto do adaeris som celscaôncai zenáraci.
Um daí um gtuze do omztooldodetos mias celscaonros tosenvou ctait umi fetmi do cenibetit cem ztejores do oduciçie o dosolvenvou umi nálgui ziti oducit e tosre di zezunicie. E alácae de ztecosse fea foare uranapilde um cédage celhocade ceme:

P O L A R
Z E N I T

*Conto enviado por Roberto Goitein

**Uma dica para conseguir decifrar o texto é entender o padrão entre o título do conto e o nome do autor com as palavras no final do texto. ;)

20
mar
Postado por Paulinha

Viver uma vida entregue a uma solidão que não tem início nem fim, sem ideais e sem expectativas. Vive a se segurar, o  cigarro,  enquanto o acende, pelo filtro entre os dentes. Isso é a vida de um viciado.

Tem o incômodo de estar sozinho sem ser observado, um tédio. Um   humor inconstante, sempre disposto a encontrar emoções em tornos de  amigos. Gosta sempre  de ser e estar presente a eventos periodicamente, sempre com seu cigarro nos lábios, e a fumaça a correr entre os convidados, sem falar dos pulmões.

Não se sabe ao certo chegar ao mesmo lugar, ou estar nele. Porque  desde que começou a baforar, descobriu o mundo do vicio. Tornando-se entorpecido. Um ser vazio, indefinido e sem emoções.

Às vezes clama os  precipícios dos vícios químicos e também das amizades sem futuro. Está sempre com  um sorriso aberto a conquistas, tornando-o uma pessoa sem ego. A sua  maior característica é a de ficar entorpecido  por químicas diferentes.

Porventura o seu  amanhecer gera sempre uma expectativa real de melhoria por algo esperado. Mais não  se deixar passar despercebido pelo mundo das sombras. Vive sempre perdido em meio à selva de suas próprias insignificâncias. Uma vida  vegetativa,  seguindo hábitos, mais por comodismo, do que por satisfação pessoal.

Muitas vezes em seu ambiente cotidiano, se torna um personagem criado para esconder, mais tristezas do que alegrias. O importante para o viciado é compartilhar. O fato é que sua  forma de ludibriar a solidão insistente é muito inquietante. A sua companhia opcional. O vicio.

O importante para ele é está reunido com todos, exalando o aroma do cigarro embriagante,  misturando a predileção da baforada do cigarro. A falta que  faz pela manhã, ou durante o dia, lhe acende a vaidade e o egoísmo de prestar atenção apenas em si mesmo.

É sempre assim, um  maço de cigarros, atrás do outro. Muitas vezes,  o estômago revira. Nem mesmo isso, o incomoda, muito menos  o gosto da nicotina na boca,  misturado com alguma coisa. Sua companhia inseparável. Sempre o tem no bolso da calça ou diante dos seus olhos.

Com ele se vê o espelho de nós mesmos. Mais uma coisa é certa, quanto maior é o mau que ele propaga, maior é o desejo de tê-lo na boca e exalar.

Conto enviado por Maria do Carmo

03
nov
Postado por Paulinha

O inverno desse ano não foi dos mais intensos, mas é inevitável que tenha um dia que você acorde tremendo achando que todas as cobertas do mundo não são suficientes.

Acordei  e logo vi que o dia ia ser chato, pelo menos nesses dez minutos em que você levanta e vai até o espelho do banheiro olhar seu rosto morto e o cabelo com varias formas. Tive razão pois logo vi que tinha acordado uma hora mais cedo que o normal. Aproveitei e dei comida pro gato, colhi uns milhos e  tomei um banho. Estava muito frio, mas o banho me animou um pouco.

Na rua tudo estava branco, a geada havia coberto boa parte do pasto e minhas orelhas estavam geladas. A lareira estava acesa e o fogo brilhava em meus olhos, que bom que trabalho em casa.

Minha avó havia acordado umas horas mais cedo sem nenhum ar de reclamação e arrumado toda a mesa para o café. Depois de um tempo percebi que a vida no campo podia ser boa, sem aglomerações, apenas um chalé… uma xícara de café e um computador.

*Traços de um personagem de Stephen King, Mort Rainey em janela secreta.

Conto enviado por Marcelo.